Recentemente o secretário de Estado da Alimentação, referiu publicamente que o maior problema alimentar no quadro português é a desnutrição de idosos, isto é, uma deficiência a nível proteico, energético e de outros nutrientes. Visto que este já é um grupo vulnerável a desnutrição é bastante preocupante pois aumenta essa vulnerabilidade. Vários estudos têm chamado a atenção que a desnutrição é ainda mais frequente em idosos que vivem em instituições (ex: lares), onde as refeições são por regra iguais para todos, não tendo em conta as necessidades específicas de cada idoso. Muitos idosos têm ainda doenças que aumentam a probabilidade de ocorrer subnutrição, o que os coloca ainda mais em risco de deteriorar a sua saúde e qualidade de vida. Foi a pensar nesta problemática que vários países da Europa (Itália, Áustria, Holanda e Dinamarca) se uniram para criar soluções, uma dessas soluções utiliza um dos mais recentes métodos tecnológicos que é a impressão a 3D. Uma espécie de robô com tecnologia de ponta é programado a produzir alimentação personalizada para cada id
oso. Para além de ter em conta as necessidades nutricionais de cada um, recria também os pratos favoritos, não só em sabor mais em texturas. Desta forma, a alimentação torna-se mais atraente e mais adequada às dificuldades de deglutição que os idosos possam ter, por exemplo. Este projeto é um novo conceito de produção de alimentos que cria refeições personalizadas ao gosto e necessidades de cada idoso.
Arquivo: bioplus
Teste prevê risco de Alzheimer décadas antes
Uma equipa de neurocientistas avaliou a performance de navegação de jovens dos 18 aos 30 anos num labirinto de realidade virtual. Concluíram que o grupo de jovens com risco genético de desenvolverem Alzheimer tinham um comportamento ao longo do teste diferente e as células cerebrais envolvidas na orientação espacial tinham a sua funcionalidade reduzida comparativamente com os outros jovens. O teste utilizado permite assim prever a probabilidade de a pessoa vir a ter Alzheimer, através da maneira como esta percorre um labirinto em realidade virtual. Este estudo pôs em evidência o tipo de alterações cerebrais que existem muitos anos antes do início da doença.
Os autores do estudo acreditam que esta pesquisa servirá para dar uma explicação para a desorientação espacial característica da doença de Alzheimer e esperam que a compreensão das alterações cerebrais associadas ao risco genético possa ajudar no diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer e no seu tratamento.
Excesso de Peso pode desencadear Azheimer
Vários estudos têm sugerido uma associação entre excesso de peso ou obesidade na vida adulta (45-55) e um maior risco de vir a desenvolver doença de Alzheimer.
Os pesquisadores que acompanharam e avaliaram as pessoas por 14 anos apuraram que 142 pessoas adoeceram de Alzheimer e descobriram que todas tinham em comum o facto de apresentarem, aos 50 anos de idade, peso a mais comparativamente com os restantes que não desenvolveram a doença.
Para além disto, os autores desta pesquisa apuraram que por cada ponto a mais do normal no IMC da pessoa tinha uma repercussão na aceleração da doença entre 6 a 7 meses.
Em conclusão, um peso corporal saudável parece prevenir a doença de Alzheimer já valores acima do normal no Índice de Massa Corporal parecem estar associados ao aumento do risco.
Nutrição e Doença de Alzheimer
Neste mês de Setembro, assinalado como o mês da Doença de Alzheimer, têm surgido várias iniciativas relacionadas com o combate a esta doença.
Uma dessas iniciativas surgiu do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável e da Direção-Geral da Saúde em colaboração com o Centro Virtual.sobre o envelhecimento que em conjunto lançaram um manual gratuito sobre Nutrição e Doença de Alzheimer.
Estudos têm evidenciado que uma melhoria dos estilos de vida, nomeadamente da alimentação protegem o organismo da doença e ajudam os que já sofrem de Alzheimer a travar a sua progressão.
Este manual reúne as últimas informações sobre a influência da nutrição na prevenção e progressão da doença de Alzheimer, nomeadamente os efeitos positivos sobre a saúde cerebral do omega 3 e micronutrientes como vitaminas do complexo B, vitaminas E, C e D e da adoção de alguns tipos de dietas (ex.Dieta Mediterrânea) como fator protetor.
Para além disto, dá dicas práticas aos cuidadores dos doentes de Alzheimer sobre um conjunto de aspetos a ter em conta na alimentação de quem sofre da doença.
Clique na imagem para consultar o manual.
Boa Alimentação e Boa Leitura!
Novo Medicamento para travar Alzheimer
Na recente conferência da Associação Internacional de Alzheimer (AAIC-2015) foram apresentados os resultados dum novo medicamento para tratamento da Doença de Alzheimer.
O fármaco desenvolvido pelo laboratório Eli Lilly chama-se “Solanezumab” e está na fase final de testagem. Os componentes deste fármaco atuam de forma a evitar que as proteínas beta-amiloides se acumulem e formem uma espécie de placas que atacam o cérebro e provocam a morte dos neurónios. O diretor do estudo Hong Liu-Seifert e a sua equipa já tinham testado o Solanezumab em pacientes com Alzheimer mas não obtiveram bons resultados pois administraram o fármaco numa fase demasiado avançada da doença. Novos resultados demonstraram que o medicamento é realmente eficaz mas no início da doença, podendo atrasar em um terço o seu desenvolvimento.
Os resultados irão ser publicados brevemente na revista Alzheimer’s & Dementia: Translational Research & Clinical Investigations.
Dominar mais de um idioma ou saber programar pode retardar Alzheimer
Estudos têm vindo a relatar os benefícios que saber duas línguas ou mais provocam no cérebro. Esses estudos revelaram que ser bilíngue (dominar 2 idiomas) ou multilíngue (dominar vários idiomas) pode atrasar, por exemplo, a manifestação da doença de Alzheimer. Tal é possível pois os cérebros que
foram treinados a aprender mais de um idioma, estão “mais fortes”. Isto é, têm uma maior capacidade de adaptação e funcionalidade. Comparando um cérebro monolingue e um bilingue com uma teia de aranha, o cérebro que só fala uma língua tem uma teia em que a aranha produziu menos fios de seda, o cérebro que fala mais de uma língua é como se fosse uma teia onde a aranha trabalhou muito e construiu inúmeras ramificações de fios com muitos caminhos possíveis para percorrer. O cérebro bilingue tem uma reserva cognitiva maior, com mais densidade de substância cinzenta e mais conexões neuronais,
o que o ajuda a combater o processo de envelhecimento.
A investigadora Evy Woumans, comprovou numa pesquisa com 134 pessoas que as pessoas que falavam duas línguas manifestaram a doença de Alzheimer 4 anos e meio depois das que só falavam uma língua. É que os cérebros que dominam dois idiomas fazem exercício a mais porque nunca desligam o mecanismo do outro idioma. Quando essa pessoa conversa não pode desligar um dos seus idiomas, os dois idiomas estão sempre simultaneamente ligados, o que exige um certo grau de exercício mental.Imaginando um cérebro bilingue que começa a degenerar, esse cérebro terá mais reserva para suprimir os sintomas, está melhor preparado para combater uma doença e esta terá mais dificuldades a instalar-se.
Recentemente estudos têm vindo a demonstrar que saber programar, isto é conhecer a linguagem dos computadores e criar programas informáticos é muito similar a saber uma língua. Um estudo com 17 voluntários, demonstrou através de exames de ressonância magnética que a linguagem natural e a linguagem de programação exigem as mesmas áreas do cérebro. Assim, investigadores têm vindo a dizer que dominar múltiplas linguagens de programação poderá ter o mesmo efeito protetor no cérebro que dominar vários idiomas. O que significa que aprender a programar em códigos também poderia atrasar a doença de Alzheimer.
Estes estudos lançaram sementes para novos estudos surgirem, por forma a aumentarem a evidência científica, pois existem muitas perguntas que estão a aguardar respostas.
Estudo desvenda disfunção do sistema imunitário na doença de Alzheimer
Estudos têm demonstrado uma relação entre o sistema imunitário (sistema que protege o organismo de doenças) e a doença de Alzheimer, porém sem revelarem uma causa exata. Recentemente, um estudo publicado na revista “Journal of Neuroscience” veio lançar uma pista acerca da possível causa da doença e possível tratamento. Descobriram em experiências com ratos com Alzheimer que células do sistema imunológico, mais precisamente as microglias comportavam-se de forma anormal, mais precisamente na região do cérebro responsável pela memória. As células estavam a consumir um importante nutriente: a arginina. A arginina é essencial no processo de cura e de resposta imunitária do organismo.
Por esta razão, os investigadores começaram a estudar uma forma de evitar a redução dos níveis de arginina no cérebro. Descobriram que um medicamento já conhecido no tratamento do cancro chamado DMFO (eflornitina) bloqueava esse processo anormal das células imunitárias. Os resultados foram encorajadores pois o tratamento tinha impedindo a formação de placas nocivas características do Alzheimer e tinha interrompido a perda de memória.
Esta descoberta vem lançar novas vias para o tratamento de Alzheimer, pois até agora o papel do sistema imunitário e da arginina na doença de Alzheimer ainda eram desconhecidos.


